BARSANULFO PRELEÇÃO 46 – Não julgar. A medida com que medimos será utilizada para nos medir. Todos somos espíritos a caminho da perfeição.

46 – Não julgar. A medida com que medimos será utilizada para nos medir. Todos somos espíritos a caminho da perfeição.
Cap. X – itens 11 a 13 do E S E.Questões: 836 – 904 – 336 – 670 – 673 –0 747 e 808 do L. E.
Quando Sócrates respondeu ao rapaz (que lhe trazia um novo caso para contar), se o que estava fazendo tinha passado pelo teste das três peneiras, VERDADE, BONDADE e NECESSIDADE, não seria porque já conhecia bastante o discípulo para saber do baixo nível de suas estorinhas?
OS TRÊS CRIVOS

Certa feita, um homem esbaforido achegou-se a Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos: – Escuta, na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te em particular…
– Espera!… Ajuntou o sábio prudente. Já passaste o que vais me dizer pelos três crivos?
– Três crivos? – perguntou o visitante, espantado.
– Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se tua confidência passou por eles. O primeiro, é o primeiro é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza, quanto aquilo que pretendes comunicar?
– Bem, ponderou o interlocutor, – assegurar mesmo, não posso… Mas ouvi dizer e… Então…
– Exato. Decerto peneirasse o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julga saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
– Ah! – tornou o sábio – então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que não é…
– Útil?… – aduziu o visitante ainda agitado – Útil não é…
– Bem – rematou o filósofo num sorriso, – se o que tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que nada valem casos sem edificação para nós!…
Aí está, meu amigo, a lição de Sócrates, em questões de maledicência…

Não julgueis, para não serdes julgados. – Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado , Não julgueis, a fim de não serdes julgados; – porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que voz tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 1 e 2.)

Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.”
“Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.
Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?” – Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, cap. VIII, vv. 3 a 11.)
” Como é que vedes um argueiro no olho de vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? – Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa – me tirar um argueiro do teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? – Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois então, vede como podereis tirar o argueiro do olho de vosso irmão.” – (Mateus, cap VII, vv. 3 a 5)
Receber uma crítica dói, dói mais quando vem dos amigos e dói muito mais quando é injusta. Mas devemos lembrar que o que parece injusto para o criticado parece justo para quem critica. Como devemos receber uma crítica? Segundo André Luiz1, a crítica estimula:
“Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.”
As críticas não deveriam também passar por este teste?
Constantemente criticamos, ou mesmo caluniamos o nosso semelhante, vendo somente seu exterior, nun¬ca seu interior, por vezes cheio de bons sentimentos, melhores e bem superiores aos nossos.A crítica fere e ninguém gosta de ser ferido. Enquanto agirmos dessa forma, estaremos certamente re¬cebendo agressões e, também, deixando de cumprir com a verdadeira caridade, a qual consiste em sermos sempre benevolentes com o lado negativo do próximo, olhando-o como a um irmão carente de afeto e de orientação.As pessoas maledicentes não compreendem a ex¬tensão do mal que praticam.
Possuímos sempre a tendência negativa de des¬cobrir erros nos outros, esquecidos que, não raro, apresen¬tamos defeitos piores o que constituem, como disse Jesus usando de um simbolismo, verdadeiro “traves” que obstruem a nossa visão espiritual.
Por isso, o Mestre nos aconselha a: “Não jul¬garmos para não sermos julgados, porque com a medida que julgarmos seremos julgados”.Com isso Ele quer asse-gurar-nos de que ninguém tem o direito de fazer julgamen¬tos, pois esta sabedoria pertence unicamente a Deus.Se conseguíssemos gravar em nós essa Lei, ja¬mais desabonaríamos nosso semelhante, pois entendería¬mos que aquele que julga com dureza, sofrerá, um dia, julgamento na mesma medida. A pessoa que emite um juízo severo, emite uma condenação para si mesmo. No momento em que praticar um ato semelhante terá que provar e dar testemunho de que passará por aquela situa¬ção que criticou, sem cometer erros.As concessões que fizermos ao nosso próximo, também Deus nos fará.

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